14 agosto 2007

POR QUE TARDOU A REPÚBLICA?




No Brasil, a república proclamada a 15 de novembro de 1889 já se havia manifestado em momentos outros de nossa história, como na Conjuração Mineira.
Este evento caracterizou-se como um movimento das elites das Minas Gerais que pretendiam instaurar a república com capital em São João Del Rei.
Os conjurados eram influenciados pelas idéias iluministas do século XVIII. A chama republicana seria encontrada também na Conjuração Baiana (ou Revolta dos Alfaiates), porém com menos intensidade, face a ter sido um movimento de origem humilde.
Por que nós ficamos sendo monarquia na ocasião da Independência?
Uma burocracia aqui se estabeleceu com a transmigração da corte de D. João para o Brasil, e com sua permanência adquiriu privilégios. Estes interesses burocráticos, ao se aproximar a emancipação brasileira, vislumbrada através de fortes indícios, levaram os privilegiados do regime instituído a defender uma situação tal que não os arredasse desta posição. As célebres palavras de D. João VI a seu filho D. Pedro, acerca da possível separação do Brasil, denotavam os interesses portugueses que deveriam prosseguir existindo, ligados e defendidos pela relação pai-filho. Estas palavras, plenas de conteúdo, também indicavam a D. Pedro a opção monárquica, ao invés da republicana que dominava na América.
Como era de se esperar, apoiado pelo Partido Brasileiro de José Bonifácio de Andrada e Silva, D. Pedro fez a Independência do Brasil e através da Carta outorgada em 1824 ficou estabelecido o regime monárquico representativo.
Evitava-se um salto político brusco, unindo-se preceitos conservadores com o liberalismo. Se os demais países americanos obtiveram a república junto com sua emancipação política, nenhum fora, como o Brasil, reino unido à sua antiga metrópole.
Em Pernambuco, o ano de 1824 trouxe nova revolução, a Confederação do Equador, em verdade uma extensão da insurreição de 1817. Seria ela uma república a se implantar no Nordeste.
Se nas primeiras décadas do Império ele esteve, realmente, ameaçado politicamente, foi a partir da abdicação de D. Pedro I em 7 de abril de 1831, em favor de seu filho menor, D. Pedro de Alcântara.
Tendo o Brasil a necessidade legal de ser governado por regentes, mergulhou, em conseqüência, na chamada “experiência republicana” (1831-1840).
Dizia a Constituição de 1824 que, naquela situação, o poder moderador deveria ser exercido por uma regência trina eleita pelo legislativo. Para cumprir este dispositivo tivemos as regências trinas provisória e permanente. Entretanto, acatando interesses dos liberais, surgiu o Ato Adicional de 1834, estabelecendo-se como norma a eleição de um único regente. Estava, pois, o Brasil, diante de práticas eminentemente republicanas, com a eleição do seu chefe de estado, o regente.
Por que então não se tornava o Brasil uma república?
O período regencial aproximou-nos bastante da república, no entanto, ainda em 1834, os interesses burocráticos, que levaram o país à monarquia, predominavam. Os proprietários de terras e de escravos da região sudeste estavam ainda vinculados à burocracia imperial e eram econômica e socialmente dominantes. A mesma região sudeste, que quisera a monarquia em 1882 e que em 1831 e 1834, freou a possibilidade de nos tornarmos republicanos. Explica-se então por nem a Sabinada na Bahia, nem a Revolução Farroupilha, ambas com ideais republicanos, lograram sucesso.
A “experiência republicana” terminou com o Golpe da Maioridade de D. Pedro II em 1840, que assumiu o poder moderador e afastou a possibilidade de adoção de outra forma de governo. Iria preponderar, de uma vez por todas, a cafeicultura do Vale do Paraíba, que depois se lançaria rumo ao Novo Oeste Paulista (Itu, Campinas, Sorocaba, Jundiaí etc).
Obviamente, só quando os interesses econômicos do Sudeste cafeicultor fossem feridos, pensar-se-ia em mudar o regime.
A revolução Farroupilha, que, apesar do nome, foi levada a efeito por ricos produtores de charque, não teve êxito justamente por estar o centro do poder no Sudeste. Até mesmo o progresso industrial intentado por Mauá na segunda metade do século XIX, iria ser obstaculado por este mêsmo segmento econômico-social, temeroso de possíveis prejuízos advindos da desconhecida industrialização.
O que mudou no Brasil para que adviesse a República?
Foi uma evolução relativamente lenta e lógica, onde os interesses econômicos nortearam os políticos.
Vivia a Nação, na segunda metade do século passado, o apogeu do Império, onde era exercido o “parlamentarismo às avessas”.
Neste diferentemente do clássico, o Imperador escolhia o Conselheiro1 que, forte e centralizador, controlava as eleições para o legislativo. Estas, via de regra, eram repletas de fraudes e censitárias2. Não existia, no Brasil, democracia, e sim liberalismo político. Naquela há o sufrágio universal; neste o voto dos proprietários.
1. Espécie de primeiro-ministro.
2. Somente os proprietários (de terra e escravos) votavam.
A inexistência de democracia foi a bandeira maior usada pela propaganda republicana.
A monarquia começou a sofrer choques com a Guerra do Paraguai (1864-1870), sendo com o término desta localizado o início do ocaso.
Por quê?
Os oficiais que lutaram nessa guerra travaram contato com o regime republicano dos países vizinhos. Muito embora este fato não seja a essência do processo, nele influiria. O fundamental é o surgimento formal da idéia de república no Brasil através do Manifesto Republicano de 1870, redigido pelo paulista Quintino Bocaiúva.
A quem interessaria a república?
Os imediatos interessados eram os “barões do café” do Novo Oeste Paulista, pois dominava entre eles o ideal federalista, que daria autonomia à província de São Paulo, livrando-os da monarquia unitarista. São Paulo tinha o poder econômico e queria, agora, o poder político.
É na mesma época que começa a desmoronar, lentamente, o regime escravocrata.
Em 1871, surge a lei do Ventre Livre, que buscava, em verdade, apenas retardar a abolição. A escravidão era a base econômica da monarquia e no momento em que a escravidão entrou em decadência, o Império começou a claudicar.
Quando em 1888, finalmente a Lei Áurea aboliu a escravidão, deu também fim ao Império. Cita-se o diálogo entre a princesa Isabel e o barão do Cotegipe em que S.A. lhe pergunta: “Então, Barão, consegui, ou não, abolir a escravidão?”, ao que ele responde: “A Srª conseguiu, mas por causa disto vai perder a Coroa”.
A junção de dois eventos, quais sejam a promulgação da lei Eusébio de Queirós (1850), abolindo o tráfico negreiro e as guerras da unificação alemã e da italiana, teria proporcionado o surgimento, no Brasil, mais precisamente no Oeste Paulista, do trabalho remunerado do imigrante, que se mostraria muito mais produtivo que o escravo. Este efeito atuaria sensivelmente na motivação dos “barões do café”.
Podemos inferir que, bem antes da Lei Áurea, a escravidão já não atendia aos interesses de quem detinha o poder econômico nacional - o Oeste Paulista, exportador de café. Por outro lado, a abolição irritaria um outro segmento importante - o do Vale do Paraíba, carente de mão-de-obra negra.
O Exército Brasileiro, por seu lado, já havia, por vezes, demonstrado seu sentimento abolicionista, como na homenagem prestada pelo Tenente-Coronel Sena Madureira, então comandante da Escola de Tiro de Campo Grande, ao jangadeiro cearense Francisco Nascimento, abolicionista como ele. Foi demonstrado ainda pela recusa dos oficiais em perseguir negros foragidos, por não se considerarem “capitães-do-mato”.
A campanha republicana foi uma extensão da abolicionista, e nela encontram-se verdadeiras incoerências, em função dos interesses existentes. É o caso, por exemplo, da caminhada republicana, ombro a ombro, realizada por “barões do café” do Vale do Paraíba e oficiais do Exército. Os primeiros foram escravocratas convictos até 1888, enquanto que os militares, desde muito, abolicionistas. Unia-os a oposição ao Império que desmoronava.
A proclamação da república em 15 de novembro de 1889 foi uma coligação de forças entre a Igreja, atingida pela chamada Questão Religiosa, os proprietários de terra, feridos pela Abolição da Escravatura e o Exército, ofendido ao longo da Questão Militar. Enquanto a Igreja e os grandes proprietários atuavam no campo psicossocial e econômico respectivamente, o Exército era a instrumentalização dos interesses dos três. Todos sabiam que somente através da força militar poderia haver uma mudança abrupta do regime.
No dizer do General Olympio Mourão Filho, a República é fruto de uma gota militar. (MOURÃO FILHO – 1978, 17)

24 julho 2007

Carta Testamento de Getulio Vargas

"Mais uma vez, as fôrças e interêsses contra o povo coordenaram-se e novamente se desencadeiam sobre mim.
Não me acusam, insultam; não me combatem, caluniam, e não me dão o direito
de defesa. Precisam sufocar a minha voz e impedir a minha ação, para que eu
não continue a defender, como sempre defendi, o povo e principalmente os
humildes. Sigo o destino que me é impôsto (?). Iniciei o trabalho de
libertação e instaurei o regime de liberdade social. Tive de renunciar.
Voltei ao Govêrno nos braços do povo. A campanha subterrânea dos grupos
internacionais aliou-se à dos grupos nacionais revoltados contra o regime
de garantia do trabalho. A lei de lucros extraordinários foi detida no
Congresso. Contra a justiça da revisão do salário mínimo se desencadearam
os ódios. Quis criar a liberdade nacional na potencialização das nossas
riquezas através da Petrobrás e, mal começa esta a funcionar, a onda de
agitação se avoluma (?). Não querem que o trabalhador seja livre. Não
querem que o povo seja independente.

Assumi o Govêrno dentro da espiral inflacionária que destruía os valôres de
trabalho. Os lucros das empresas estrangeiras alcançavam até 500% ao ano.
Nas declarações de valôres do que importávamos existiam fraudes constatadas
de mais de 100 milhões de dólares por ano. Veio a crise do café,
valorizou-se o nosso principal produto. Tentamos defender seu preço e a
resposta foi uma violenta pressão sôbre a nossa economia, a ponto de sermos
obrigados a ceder.

Tenho lutado mês a mês, dia a dia, hora a hora, resistindo à uma pressão
constante, incessante, tudo suportando em silêncio, tudo esquecendo,
renunciando a mim mesmo, para defender o povo, que agora se queda
desamparado. Nada mais vos posso dar, a não ser meu sangue. Se as aves de
rapina querem o sangue de alguém, querem continuar sugando o povo
brasileiro, eu ofereço em holocausto a minha vida. Escolho êste meio de
estar sempre convosco. Quando vos humilharem, sentireis minha alma sofrendo
ao vosso lado. Quando a fome bater à vossa porta, sentireis em vosso peito,
a energia para a luta por vós e vossos filhos (...). Meu sacrifício vos
manterá unidos e meu nome será a vossa bandeira de luta. Cada gôta de meu
sangue será uma chama imortal na vossa consciência e manterá a vibração
sagrada para a resistência. Ao ódio respondo com o perdão. E aos que pensam
que me derrotaram respondo com a minha vitória. Era escravo do povo e hoje
me liberto para a vida eterna. Mas êsse povo de quem fui escravo não mais
será escr
avo de ninguém. Meu sacrifício ficará para sempre em sua alma e meu sangue
será o preço do seu resgate.

Lutei contra a espoliação do Brasil. Lutei contra a espoliação do povo.
Tenho lutado de peito aberto. O ódio, as infâmias, a calúnia não abateram
meu ânimo. Eu vos dei a minha vida. Agora vos ofereço a minha morte (?).
Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida
para entrar na História."


19 junho 2007

A Esquerda Anacrônica volta a mostrar a cara!

PRÓSPERA

Mais uma vez o inconformismo e o revanchismo raivoso da esquerda reminiscente da chamada luta armada e o terrorismo dos anos de 1970 volta a se manifestar trazendo às luzes da mídia a triste lembrança do ex-capitão e desertor Carlos Lamarca. Não só para lembrar a figura do falso herói mas também para “juntar o útil ao agradável”, engrossando indenizações e pensões de sua viúva e de seus descendentes já aquinhoados pela estranha Comissão da Anistia.
E, neste processo, ganham outros associados como alguns poucos advogados que se especializaram neste tipo de processo administrativo e monopolizam as ações. Hoje já são milhares de pessoas que receberam os benefícios de anistiados. Outras se valeram da alegação de vítimas e de prejudicados da ditadura para também receberem grossas indenizações.
Agora é reclamada pela família Lamarca, a pensão correspondente ao posto de general, a um ex-oficial que, dolosamente, desertou com um sargento, levando armas retiradas furtivamente de sua própria unidade. Antes de se tornar terrorista da Vanguarda Popular Revolucionária, Carlos Lamarca já se tinha feito réu de crime militar.
Assim, a suposta reparação de injustiças passadas se está inserindo na onda de espertezas e de corrupção que assola o Brasil, que desmoraliza a Nação, enriquecendo os desonestos e, agora, os descendentes de um terrorista ladrão, algoz e assassino.
O Presidente do Clube Militar não pode deixar de manifestar a sua indignação e a dos sócios a quem representa, diante de mais uma tentativa de revanchismo e de esperteza. Manifesta ainda a esperança de que haja uma reação cívica dos brasileiros que ainda crêem na Democracia Representativa e na Justiça. Dos brasileiros que hoje estão dominados pelos sentimentos de horror, vergonha e de temor pelo futuro deste País.



Gen Ex Gilberto Barbosa de Figueiredo
Presidente do Clube militar

06 julho 2006

Uma história de sucesso!

Susan Peterson
Empresária do Ano 2004 e
Membro do Chairman’s Club (Clube do Presidente) da HERBALIFE

“O trabalho é o maior remédio disponível.”


Vejam a mensagem dela no dia em que, junto a Jennifer Peterson, sua filha, a primeira-dama, Laura Bush, o presidente dos Estados Unidos, George Bush e seu filho, John Peterson Jr. ela recebeu a comenda:



Bom dia a todos! Hoje é quarta-feira, dia 27 de abril.

Foi uma grande honra para eu receber o prêmio de Empresária do Ano 2004 e, pessoalmente, encontrar o Presidente Bush e a Primeira Dama no mês passado. Ambos são muito amáveis e foram muitos bondosos para comigo e meus filhos-gêmeos. Foi um momento que marcou a minha vida. Fiquei tão orgulhosa de representar a todos vocês!

Se vocês perguntarem como é que alguém como eu, uma ex-decoradora e auxiliar de encanador poderia chegar até esse ponto na vida, só posso responder que duas coisas me possibilitaram tudo isso. Primeiro e antes de tudo, a resposta é ser uma Distribuidora Herbalife. Quando comecei na Herbalife, eu, realmente, não possuía as habilidades de liderança. Participando de todos os treinamentos ao longo dos anos, fazendo sempre boas anotações, tomando medidas de ação e depois constantemente refinando tudo, foi um processo que no fim resultou em tornar-me uma líder. Qualquer um de vocês pode realizar esse processo simples e escalar os próximos níveis em sua vida. É assim que você começa a trocar o PIN Herbalife que você está usando agora!

A segunda coisa que possibilitou alcançar essa realização é uma palavra que nós não gostamos muito de falar sobre ela. Ela é simples, porém fundamental. Para alguns, é uma palavra assustadora. Da minha experiência, no entanto, aprendi que é muito mais fácil simplesmente encarar e agir. Que palavra é essa? Trabalho! Sim, simplesmente fazer a decisão positiva de ir trabalhar é realmente a segunda chave para o sucesso.

Quero compartilhar com vocês uma pequena anotação sobre trabalho que guardei por muitos anos. Toda vez que a releio, ela me faz sorrir e me pressiona para frente. Espero que isto seja algo que inspire você a pegar no trabalho também.

“Trabalho”

Se você é pobre....trabalhe.

Se você é rico....continue trabalhando.

Se você anda sobrecarregado com responsabilidades aparentemente injustas....trabalhe.

Se você está feliz....continue sempre trabalhando. A inatividade dá lugar a dúvidas e medos.

Se as decepções vierem....trabalhe.

Se as tristezas o oprimirem, e os amigos íntimos falharem....trabalhe.

Se a fé vacilar e a razão não funcionar....simplesmente trabalhe.

Quando os sonhos caírem aos pedaços e parecer que não existe esperança....trabalhe.

Trabalhe como se a sua vida estivesse correndo perigo. Ela realmente está.

Não importa o que aflija você....trabalhe.

Trabalhe fielmente....trabalhe com fé.

O trabalho é o maior remédio disponível. O trabalho irá curar ambas as aflições físicas como mentais.

Agradeça a Deus toda manhã ao levantar de que você tem algo para fazer que precisa ser feito quer você tenha vontade ou não. Ser forçado a trabalhar e ter que dar o melhor de si irá desenvolver em você moderação, autocontrole, diligência, força de vontade, capacitação, conteúdo, e uma centena de outras virtudes que os desocupados nunca irão conhecer.

21 maio 2006

CATEDRAL


Brilhante a imagem se cristaliza, afinal.
Teu corpo é a catedral
onde confesso os meus pecados.
Que paz me invade ao penetrar,
em desespero, tua nave,
na busca certa do reconforto,
ao encontro convicto da essência da vida!
Teu corpo é, de fato, minha catedral,
com suas linhas delgadas e suaves,
com seu frescor e contrastante fervor d’alma.
E como a um templo, o venero,
sentindo o leve odor de teus humores
e a tépida umidade de teu interior.

Teu corpo, minha catedral...
... e uma necessidade imensa e constante
de professar minha fé.

10 maio 2006

Crise da Bolívia

A questão boliviana (e não do gás boliviano) é mais complexa do que parece.Obviamente, para se analisar com alguma isenção, temos que usar de muita empatia, colocando-nos no lugar do Morales, dos bolivianos como um todo e , principal, além de perigosa e necessariamente, no do Hugo Chaves, que me parece uma mistura de Saddan, Bush, Menen, Collor, Fidel e outras "cositas más", para não citar "líderes" mais próximos. Politica e estrategicamente, à luz do que estudei, a decisão foi errada da parte do Morales, pois deixou de levar em conta uma gama muito grande de possíveis conseqüências a serem implementadas pelos países afetados, invariavelmente com mais poder em diversos campos do que a Bolívia. Conheço a Bolívia e alguma coisa de sua problemática e sei que precisa e merece sair do estado de pobreza em que vive sua população. Historicamente, ela perdeu sempre riquezas e territórios para todos os vizinhos, sendo o último o Paraguai na época da Guerra do Chaco no recente século passado. É um país interior, forçado por essas perdas que a levaram a deixar de ser litorânea e o segundo maior país sul-americano e, pior, criando diversas "áreas de fricção" com esses vizinhos. Estrategicamente é muito importante no contexto sul-americano, pois se constitui, assim como a Suíça na Europa, na chamada "placa rotatória interior", de valor incalculável em geopolítica, porque pode influir na maioria das rotas Norte/Sul e Leste/Oeste do continente. Isso sim eles tem que saber explorar, para poder usar suas riquezas no seu desenvolvimento. Têm que fazer os vizinhos virem a eles e não agredi-los de qualquer e inconseqüente forma. É óbvio, também, o interesse do megalomaníaco Hugo Chaves no evento. Suas atitudes recentes são coerentes com a intromissão na crise do gás. Com ele, sim, temos que nos preocupar, bastando traçar seu perfil ao olhar sua biografia. O contexto político-econômico do mundo atual, que deixou o eixo socialismo/capitalismo para mergulhar no de ricos/pobres, está emoldurado por vetores, antes inexistentes, mas altamentes influentes: bio-diversidade, responsabilidade social, salvação do meio ambiente, preocupação com a qualidade de vida dos menos favorecidos (pois discobriram, finalmente, que o mundo é uma coisa só e a interação é geral, com uns afetando, positiva ou negativamente os demais), terrorismo, fundamentalismo, etc. Em conseqüência, aqueles que pretendem ser "líderes" dos grupos de interesses regionais tem que estar antenados, permanentementes, nestes vetores e avaliando as conseqüências de seus atos. Não há espaço para manipulações e quixotismos como vemos da parte de alguns, entre os quais, Hugo Chaves, Morales, não querendo, ainda uma vez, citar outros próximos. É lógico que essas atitudes acabam por trazer, em algum momento reflexos danosos para as populações dirigidas por esses. Vide Iraque, Cuba e, até mesmo, Estados Unidos. Na verdade vivemos um momento de intensa luta econômica, onde quem, de fato, exerce o poder é o capital internacional e não qualquer país especificamente. Se nos detivermos em considerar que o capital internacional é supra-nacional e, portanto, insensível a motivações afetivas/emocionais, vamos ver que a superação dos obstáculos se torna muito mais difícil. O momento do mundo é de união para vencer. O cenário é propício para as coligações de países, mas dirigidos por verdadeiros líderes. A União Européia saiu na frente e levou muito tempo para ser concretizada. As atitudes nacionais isoladas têm que ser muito bem medidas, pois além das pressões internas os dirigentes, por certo, sofrerão as externas, normalmente, mais potentes, cheias de interesses e muitas das vezes, inescrupulosas. Ontem, assisti, o debate do Ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, no Senado, e notei que tanto governo, como, oposição, estão, mesquinhamente, tentando tirar proveito político interno, sem avaliar, devidamente o lado externo da questão, onde além do Morales, aparece o Chaves, por enquanto; existindo o perigo da coisa tomar vulto e tornar-se mais complicada para o Brasil do que está. Para terminar opinando, embora o considere um líder contestável, acho que atitude plausível no momento, tangencia o "endurecer com ternura", enunciado pelo produto de mídia, Guevara.

20 fevereiro 2006

CONVITE


Prezados Irs:.
é com muita emoção e orgulho que comunico a todos que, no próximo dia 6 de Março, serei instalado e assumo a Ven:. da ARLS Salomão Nº 21.
Aproveito para agradecer a bondade dos meus Irs:. da L:., que me aclamaram para a árdua e honrosa missão.
Que o G:.A:.D:.U:. me ilumine na condução dos trabalhos que teremos juntos pela frente para a glória de Seu nome, grandeza do Brasil e crescimento da Humanidade.

QUE PAÍS É ESSE?

LAPIDANDO O DIAMANTE, QUE É VOCÊ MESMO!

      A única coisa que fará de mim um vencedor é a convicção que está dentro de mim. Para tanto, a primeira atitude é tomar uma decis...