I
BUENOS AIRES
Ao raiar do ano, dando as boas
vindas a 2016, partimos a bordo do MSC LÍRICA,
rumo a Buenos Aires, primeira e longínqua escala do nosso cruzeiro pelo Sul da América, Curtindo BUENOS AIRES, MONTEVIDÉU, PUNTA DEL ESTE E ILHA BELA
Inicialmente, foram dois dias e
meio curtindo o que há a bordo para minimizar as contrariedades da viagem.
Navio cheio, mas totalmente modernizado no ano passado, apresentando um misto de luxo e praticidade em prol dos passageiros. Aliás, o vídeo apresentado sobre a modernização é, simplesmente, impactante, pois nos mostra, literalmente, o navio sendo cortado ao meio e encaixada uma fatia de navio feita noutro local do estaleiro.
Outro fato a destacar nessa
primeira fase da viagem é o desconforto causado pelos ventos e marés nas costas
de Santa Catarina.... Ufa! Não é a toa que os furacões no Brasil se dão naquela
região!
Ao adentrarmos no Rio da Prata,
causa espanto, mesmo para quem já conhece a área, as infinitas águas barrentas
do Paraná, buscando o Atlântico.
Parece o mar, mas de águas pardas, pois não se vê as margens. A chegada a Buenos Aires é um tanto complicada pelas condições do porto fluvial, exigindo grandes manobras do navio.
Fato desagradável, mas minimizado pela logística proporcionada, é a situação de tratar-se de um porto de carga, não dispondo de facilidades para o desembarque de passageiros. Estes se deslocam para o terminal por ônibus disponibilizados.
Saindo do terminal, sofremos um
assédio implacável de motoristas de taxis e de vans, oferecendo as maravilhas
promocionais de sempre aos turistas e seus dólares.
Optamos por seguir a pé em busca
do centro, que não é muito distante.
Retornava, naturalmente, a Buenos
Aires cheio de expectativas geradas nas estadas anteriores, embora já avisado
por pessoas que lá estiveram mais recentemente que muito havia mudado...e para
pior.
Chegamos na região da Calle
Florida e logo observamos a quantidade enorme de pessoas interessadas em trocar
moeda...um perigo! O comércio vistoso de BA permanece,
mas as ruas estão repletas de população de rua, reflexo da era kirchinista. Segundo o comentário abalizado das mulheres, não mais existia o atrativo de compras na cidade portenha.
De qualquer forma foi um prazer rever a Florida, a 9 de Julho, a Corrientes, entre outras “calles” e seus encantos. O Shopping Pacífico continua magnífico, atraindo a todos.
Murais no teto do Shopping Pacífico |
Caminhando sempre chegamos à
Praça de Mayo e nova decepção. Toda cheia de acampamentos de protesto, além do
governo popular que terminava ter “protegido” a Casa Rosada do assédio do povo
com muros metálicos antidemocráticos, vergonhosos e horrendos.
Descemos ao sempre encantador Porto Madero. Um lenitivo para a vista! Restaurantes chiques, bares atraentes....enfim, requinte!
Viagem de navio tem inconveniente
também. Dos piores, as estadas rápidas
em terra firme. Era hora de voltar a bordo, deixando de ver muitas das
maravilhas de Buenos Aires.
Cansados, buscamos táxis
deparando-nos com os mais variados preços sugeridos pelos diferentes taxistas.
Uma vontade louca de ludibriar o turista.
Mas com tudo isso, valeu a pena.
Rumo ao Uruguai!
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