14 agosto 2011

UMA PRECE DE SAUDADE




Onde estiveres, ouve-me.
De onde puderes, guia-me,
pois sei que estás longe, além,
bem além da minha imaginação.
Ou próximo, até ao meu lado,
em dimensão estranha, talvez estejas.
Não importa, te amo,
tardia, porém sinceramente.
Amo-te pelos sentimentos bons
que tua lembrança me inspira.
Amo-te pelas recordações sadias
que, lado a lado, criamos.
As lágrimas que me escapam,
não são da fraqueza, que odiavas,
mas da nobreza d*alma, que veneravas.
Amo-te na aflita esperança
de um futuro encontro.
Amo-te com a força de ser teu filho,
pai.

Nenhum comentário:

QUE PAÍS É ESSE?

 PASSATEMPO

Afastado daquele mundo aflito, no aconchego do abraço bem-amado, dor aflora cruel, quando medito, transformando-me efêmero aloucado. Que ter...